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Diagnóstico

Depois de muito pesquisar e mostrar todas essas pesquisas aos meus pais, fomos procurar um especialista. Por sorte encontramos aqui em São Luís, que apesar de ser capital, é a mais pobre, o que dificulta certas coisas (Y).

Na consulta, ela fez algumas perguntas a minha mãe, tipo: se eu tive algum problema no parto, se tinha dificuldade pra estudar quando era menor, se era muito quieta ou muito agitada, coisas que eu não me lembraria =)

Respostas: eu tive problemas no parto sim, se não me engano o cordão umbilical tava me sufocando e provavelmente isso aconteceu durante a gestação também, nasci com pouco peso, 2,5kg; sempre fui muito quieta em sala de aula e minha mãe vivia pegando no meu pé pra estudar hehe coisa que acontece com todo dda.

A doutora explicou que a complicação durante o parto e provavelmente durante a gestação foi a “válvula de escape” pro distúrbio. Que eu eu já teria um precedente genético e esse fato só vez o distúrbio de manifestar.

Daí minha mãe saiu da sala e a doutora me perguntou oq tava me fazendo achar que eu tinha TDA-H.Disse tudo que veio na cabeça, incapacidade de me concentrar nos estudos, nas aulas, que já havia desistido de vários livros e projetos, já tinha reprovado muito na faculdade pq não conseguia me concentrar, numa conversa, por mais que eu me concentra-se e o assunto fosse interessante chegava uma hora q eu me perdia e mais um monte de outras coisas.Daí eu parei de falar e ela continuou, falou muitas outras coisas que aconteciam cmg, sem nem me conhecer, deu exemplos de outros dda’s e eu fui me identificando.Confesso que fiquei com vontade de chorar, pq muitas coisas ruins que já tinham acontecido cmg aconteceram em decorrência de um DDA não tratato, como ela disse.

Minha mãe voltou, e ela deu o diagnóstico de que eu tinha uma dda leve. Por que leve?  Bom, eu consegui passar no vestibular, mesmo q tivesse sido minha mãe quem ficou me perturbando a vida p estudar durante 18 anos da minha vida xD.

O que mais me confortou foi saber que nós somos diferentes, em 2 sentidos:

  1. Somos muito inteligentes, temos o pensamento muito rápido mas não conseguimos expressá-los;
  2. Gostamos de ser diferentes dos outros, pq nos achamos diferentes, mesmo sem saber que temos TDA-H, sabemos que somos diferentes e essa idéia conforta  a gnt, mesmo sem ngm entender nem nos enxergar diferentes.

Ela continuou falando mais um monte de coisas que iam me impressionando cada vez mais por fazer parte da minha vida, do que eu já tinha passado e ainda passo.Disse que o diagnóstico pode ser confundido com outras coisas, como depressão, que me foi diagnosticado anteriormente.Ou seja, não é qualquer pessoa que pode doagnosticar o distúrbio, ele já deve ter estudado muito sobre o assunto, convivido com dda’s, pq assim como a esquizofrenia por exemplo, o TDA-H, só é diagnosticado clinicamente, deve ser levado a sério.

Depois de muito falar, muito ouvir e muito chorar, fui encaminhada pra fazer alguns exames para que pudesse começar a tomar a Ritalina, remédio que faz parte do tratamento e que fizesses psico-terapia tb, já que não me encontrava num estado muito bom shauhasasau.Saí do consultório de alma lavada, MUITO aliviada, e começando a entender muita coisa e a mim mesma.É difícil tu ver todo mundo se dando bem e tu ficando pra trás mas é tão bom quando tu toma conhecimento de que tu é tão capaz quanto esse “todo mundo” ou até melhor =)

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