Acompanhamento psicológico e suas dúvidas

Bom! Como falei no post anterior, tive que parar com a Ritalina por cota da minha ansiedade e fui procurar um acompanhamento psicológico pra tratar desse mal que me acompanha desde q eu me entendo por gente 🙂

Bom! Talvez todo psicólogo que não seja especializado em TDA-H fale isso, mas é uma possbilidade a se pensar…

Tava em dúvida com qual psicóloga ou analista eu deveria me consultar, duas analistas e a psicóloga q me acompanhou desde os 8 anos de idade – passei minha vida quase toda me consultando com ela, desde os 19 anos que não aparecia por lá, hoje eu tenho 21 – Como DDA é um transtorno que nasce com a gente, achei q ninguém melhor que ela p poder me ajudar no diagnóstico real e no tratamento. (Adendo: hoje eu tô com 23 anos, e tem mais de um ano que não freqüento o consultório)

Quando cheguei ela foi logo dizendo que em adultos o diagnóstico é mais difícil, e que em mim era difícil que o diagnóstico fosse de TDA-H justamente por que ninguém nunca pensou que pudesse ser isso e nunca reparam nos sintomas durante meu crescimento, e que especialmente em mim, todos esses sintomas podem ser uma somatização de todos os problemas que eu estou passando e pode ter desencadeado, também, numa ansiedade e numa possível depressão. Sendo assim, contei algumas coisas da minha vida nos ultimos anos em q não apareci por lá, de fato muita coisa aconteceu e eu não tinha tomado as melhores decisões com relação a resolver meus problemas, parecia mais q eu tava empurrando tudo p debaixo do tapete com uma cara feliz =p

Enfim! Ela frisou q eu não poderia ficar pensando q realmente é TDA-H e que iria fazer uma avaliação pra TDA-H e depressão.Vamos ver no q  vai dar!

Isso tudo me fez ficar pensando, eu realmente fui um pouco precipitada com relação a esse diagnóstico.Eu só queria um motivo p resolver logo os problemas e talvz até quizesse q fosse DDA mesmo, com medo de enfrentar alguns problemas q são difíceis p mim, de admitir q ainda existem.Talvez seja DDA misturado com todos esses problemas, talvz não seja, não sei, vamos ver oq tá acontecendo, eu só quero q isso tudo se resolva =)

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2 Respostas para “Acompanhamento psicológico e suas dúvidas

  1. Mariana agosto 6, 2009 às 1:27 pm

    Andrea, me identifiquei muito com você por ter DDA e por ter passado por uma fase completamente perdida e confusa há pouco tempo. Eu só consegui me entender e entender as coisas que estavam erradas e me deixaram perdida por quase dois anos, quando eu passei uma semana praticamente sozinha. Nesses dias eu consegui entender que eu estive a minha vida inteira querendo, inconscientemente, agradar minha mãe, minha família e meu marido. Eu percebi que eu não tinha que fazer da minha vida algo que agradasse a ninguém. Lembrei de coisas que eu tinha esquecido que eu gostava, e na minha ânsia de mostrar pro mundo que eu era capaz, eu tinha esquecido da pessoa mais importante, eu. Eu me anulava de tal forma que achava que tudo que eu estava fazendo era da minha vontade, mas não era. Era uma necessidade de auto afirmação pelo reconhecimento do outro. Eu me sentia péssima por não conseguir corresponder às espectativas de todos e por não estar fazendo coisas que eu realmente gostava e me davam prazer. Isso foi muito confuso pra mim, mas quando eu descobri que tinha DDA me ajudou muito. Eu pude me entender e me aceitar. Eu acho um absurdo tomar medicação para isso, uma agressão desnecessária. Somos pessoas completamente normais, só precisamos respeitar os nossos gostos e as necessidades do nosso corpo. Não viver em estresse, não ingerir cafeína, não consumir drogas, dormir bem, não beber, e principalmente trabalhar em algo que goste de todo o coração. Resumindo, tudo aquilo que é recomendado também para qualquer outra pessoa. A pessoa pode não ter DDA mas, se tiver uma vida estressante, vai ter, com certeza, hipertensão e problemas de estômago. Isso acaba com qualquer pessoa, ela pode até conseguir realizar bem a sua função, mas só ela sabe o quanto isso vai custar depois. As pessoas que não fazem o que gostam são infelizes, não se encontram na vida. Eu aprendi que tenho que respeitar mais meus limites, meus gostos, minhas qualidades. Não tenho que provar nada a ninguém. Isso me deu paz e mais prazer em ajudar e fazer algo para minha família. Eu acabava culpando o mundo por não ser quem eu queria ser, por não fazer as coisas que eu gostava de fazer e tudo se tornava um sacrifício, fazia as coisas de má vontade. Hoje eu estou começando a me entender e a me amar, com todas as minhas limitações e qualidades.
    Estou começando uma nova vida, fiz um curso de formação em Yoga e larguei meu trabalho estressante em um escritório, mas que me remunerava muito bem, para dar aulas de Yoga. Foi preciso coragem e desapego, mas foi essencial. Trabalhar em algo que dê prazer é fundamental, principalmente para pessoas com DDA. Quando gostamos realmente de algo, ficamos hiperconcentrados, tudo se torna mais fácil. A vida se torna mais fácil, os problemas são menores, a gente se sente com vontade de fazer as pessoas felizes também, não importa o quanto essa pessoa te fez mal um dia, porque queremos compartilhar da nossa felicidade.
    Esse é um conselho baseado na minha vida, é claro que você possui outros gostos, passa por outros problemas, diferentes dos meus. Mas o autoconhecimento é maravilhoso para qualquer pessoa.
    Algumas perguntas que eu me fiz e que me ajudaram muito: quem é você? quais são as coisas que você gosta? O que você tem prazer em fazer na vida? Quais as viagens você gostaria de fazer? O que você faz que sempre te agrada?
    Entender quem é você e do que você gosta, que podem ser várias coisas, pode ser libertador e inspirador.
    Entender o que faz a gente se sentir mal, um pouco deprimida, não é fácil, às vezes descobrimos coisas que nem imaginávamos. Mas é fundamental. Procura entender o que te faz ter os sentimentos de raiva, tristeza, decepção e frustação são um bom indicativo para entender o que você deve mudar na sua vida, seja um comportamento, atitude, ou entendimento. O mais importante é não querer mudar as outras pessoas, isso é impossível, e sim mudar a nós mesmos, pois nós somos a causa do nosso sofrimento ou da nossa felicidade.

    Espero que tenha ajudado.
    Te desejo sorte na sua caminhada!

    Mariana.

  2. Fernanda Oliveira agosto 20, 2011 às 4:02 am

    Concordo com a Mariana. Estou em um momento da minha vida em que acho que preciso da medicação. Hoje foi meu primeiro dia na medicação. Mas acho que o auto-conhecimento é essencial. E saber se perdoar também. Tenho passado momentos de extrema angústia porque não consigo me perdoar pelos erros que cometo por conta do distúrbio – ou que pelo menos eu acho que sejam por conta dele – mas a terapia tem me ajudado, nesses últimos anos, a me conhecer e me adaptar melhor ao meu jeito de ser e me aceitar do jeito avoadinho que eu sou. =)

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